Um Mundo de Novas Descobertas

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ditos Populares (nº 51)

postagem semanal


“Alegria dividida é alegria em dobro, pesar dividido é meio pesar.”


segunda-feira, 7 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Grandes Sabedorias do Universo


 postagem mensal - nº13


“Somos totalmente responsáveis pela qualidade da nossa vida e pelo efeito exercido sobre os outros, construtivo ou destrutivo, quer pelo exemplo quer pela influência direta.”

Alfred Armand Montapert





Revelando Machu Picchu


.

CONSTRUÇÕES INCAS E SUAS TÉCNICAS EM PEDRA

Hoje, como nunca, os indícios estão surgindo. Indícios que revelam o passado e destroem mitos e fantasias.
A técnica usada pelos incas para cortar e trabalhar a pedra (blocos duros) era o martelamento direto utilizando outras pedras. Eles quebravam assim, blocos maiores ou bem grandes, e depois usavam ferramentas de pedra menores e mais rígidas (duras) que as pedras que queriam talhar, para obter uma superfície forte e lisa. Eles batiam na superfície de granito com pedras menores mais duras e martelos (também de pedra mais dura), até que a pedra escolhida ficasse lisa e coberta de pó na superfície, que servia então para fazer marcas na poeira quando os pedreiros apoiassem a pedra seguinte em cima desta, como orientação para saber quais partes da pedra precisavam ser mais trabalhadas com suas marteladas. Isso seguia assim até que as superfícies de ambas as pedras envolvidas combinassem perfeitamente. As pedras também eram trabalhadas para possuírem lados internos côncavos e convexos, responsáveis por um encaixe perfeito. As pedras de construção dos incas, não eram portanto, cortadas "retas" como se corta um bolo.
Mas esse trabalho começava na pedreira. Depois que os talhadores extraíam da pedreira a pedra que ia ser trabalhada, eles colocavam a pedra sobre rolos de madeira ou lama e a levavam ao local da construção. O último passo era colocar a pedra em seu local definitivo e encaixá-la à outra pedra adjacente, apoiando-se em cunhas e apoios esculpidos nas próprias pedras até moldarem ambas as superfícies com suas ferramentas de pedras mais duras e martelos (como descrito acima). Depois a cunha era removida e as duas pedras se encaixavam com perfeição. Quando a rocha estava no lugar, os pontos de apoio eram destruídos, finalizando-se o trabalho de acabamento e polimento no próprio local.




Portanto, os blocos e pedras incas, não foram cortados com precisão, mas sim, moldados com precisão.
As pedras se encaixavam umas nas outras sem argamassa, e de um modo que protegia as construções contra terremotos.
Machu Picchu é um tributo à engenharia e à arte inca. Oito caminhos incas levam até ela. Suas centenas de terraços a fortalecem a partir da base.





TEORIA DA PAISAGEM SAGRADA 

Em toda a Machu Picchu há pistas que mostram que os incas construíram este lugar para veneram os seus Deuses, que figuravam o sol, a água e as montanhas.
O ponto culminante do lugar situa-se no centro de todo o complexo de Machu Picchu, e que também está situado no lugar mais alto: o Intihuatana (“o lugar onde se amarra o Sol”), um pilar de pedra sagrado para os incas, construído por eles, e que está alinhado com os quatro Deuses da montanha, considerados de suprema importância para os incas: os quatro picos nevados mais altos da região e que também correspondem aos quatro pontos cardeais.  



Sua visão dos picos sagrados, a proximidade com o rio sagrado abaixo (Urubamba) e o alinhamento com os quatro Deuses da montanha, fez desse lugar, um lugar irresistível e místico para os incas.
Machu Picchu era uma mensagem de poder e posse.
Foi o imperador Pachacuti (1400-1471), o Filho do Sol, que ordenou a construção de Machu Picchu, como símbolo de força e de poder. Ele foi o maior rei inca que já existiu, e o primeiro imperador do reino. Machu Picchu deveria se tornar um retiro espiritual aos imperadores incas. Seria a cidade sagrada do imperador, onde ele viria descansar, adorar e divertir-se com a sua corte. Foi construída para impressionar os Deuses e intimidar os mortais. Pachacuti provava assim, o seu lugar entre os Deuses.




Pachacuti (em espanhol “Pachacútec” e em quéchua “Pacha Kutiq”) foi o personagem mais notável do novo mundo pré-colombiano: arquiteto, visionário, grande político, administrador e guerreiro. Ele soube habilmente organizar o reino inca em favor de um Estado produtivo e expansionista como nunca houve na América do Sul. Iniciou logo uma política de invasão e ocupação de territórios muito mais amplos do que seus antecessores haviam podido algum dia imaginar. Submeteu os reinos Chanca e Ayarmaca, ocupou a região dos Tambos (hoje Ollantaytambo), outrora fundada por um dos dois grupos emigrantes de Taipicala, anexou as etnias cuyo, cugma e huata e fez incorporar os senhorios de Vilcabamba, Vitcus, Amaybamba, Pampa, Cotapampa, Cotanera, Omasayo e Aymarae. E ainda anexou as etnias da costa andina, com a nazca e a ishmay (hoje Pachacámac-Rimac), além de Pultamarca (hoje Cajamarca).
Pachacuti significa “Reformador da Terra”. Anteriormente, no entanto, seu nome era “Cusi Yupanqui”, que significa “príncipe alegre”.
Quando os espanhóis chegaram no Peru, Machu Picchu já estava abandonada devido às disputas hierárquicas por sucessão, ocorridas décadas após o falecimento de Pachacuti.


Vito Marino







Para saber mais acesse:






GALERIA DE FOTOS





















segunda-feira, 30 de abril de 2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Um bando de espanhóis aventureiros (180) conquistaram sozinhos o Império dos Incas?





Os incas eram os “romanos do novo mundo”.
Por mais de quinhentos anos, a versão histórica oficial baseada nos artigos históricos do Peru, mostravam que um punhado de guerreiros espanhóis vindos da Cidade do Panamá, com suas armas superiores e cavalos, haviam derrubado o maior império das Américas.
Indo além das crônicas escritas pelos espanhóis há quinhentos anos, as descobertas arqueológicas recentes revelam uma história de conquista jamais contada. É uma história de alianças secretas e traições.


Quando os espanhóis cruéis chegaram ao Peru em busca de ouro e riquezas, o império dos incas já estava desmoronando. Os incas dominavam cerca de 10 milhões de nativos (1532), mas estes, estavam fartos do domínio inca, e resolveram se aliar aos espanhóis recém-chegados. Para os recém-chegados europeus isso foi um golpe de sorte. Era o que os 180 aventureiros gananciosos necessitavam para conquistar os incas, apoderando-se do império andino e suas riquezas. Os aliados índios foram seu braço direito, no combate ao governo estabelecido dos incas.


O primeiro confronto (de uma séria que ocorreram), se deu de surpresa em Cajamarca (Pultamarca), contra Atahualpa*, um dos filhos do rei inca recém-falecido. O exército inca foi massacrado e Atahualpa aprisionado.


Atahualpa era filho do rei inca Huayna Capac (1464-1527) e da princesa estrangeira de Quito, Tocto Pala. Seu pai Huayna, em seu leito de morte, deixou-lhe como legado as terras da mãe, situadas ao norte de Cuzco, e designou o meio irmão de Atahualpa (dentre outros filhos) de nome Huáscar** como imperador inca (sapa inca), fato que gerou uma disputa sucessória pelo trono inca. Atahualpa, apoiado por um grande exército e bons comandantes, havia vencido Huáscar numa guerra sangrenta que durou vários anos, e que culminou com a execução de seu irmão***.
Depois voltou para a cidade de Cuzco, capital do império, para tomar posse do trono que conquistara. No regresso, Atahualpa que conduzia um exército de milhares de guerreiros, parou na cidade andina de Cajamarca, quando foi traído pelos seus súditos regionais e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro (1478-1541) no dia 16 de novembro de 1532.
Atahualpa foi executado pelos espanhóis em julho de 1533**** por estrangulamento, após pagar um caro resgate em ouro e prata e se recusar a se converter ao catolicismo. 
     Para as etnias índias cayambe, carangue e pasto, isso foi a sua própria vingança contra as grandes derrotas sofridas no passado, frente às hostes incaicas.
Após a vitória, os espanhóis liderados por Pizarro dirigiram-se para a capital inca Cuzco, que conquistaram e se apoderaram.


É sabido que os incas possuíam um enorme exército. Eles souberam da pequena invasão estrangeira dos espanhóis, através dos mensageiros espalhados por todo o império. No entanto, demorou quatro anos para os exércitos incas reagirem, agrupando-se, para então se defenderem e se vingarem de seu imperador morto. Foi o começo da grande rebelião inca, tanto em Cuzco quanto em Lima.
Em agosto de 1536, Pizarro encontrava-se em Lima, onde viu diante de si o grande exército inca mobilizado para o ataque. Preparando-se para o cerco, Pizarro disse: “Que Deus nos salve da fúria dos índios”.

Pizarro e seus homens, com sua superioridade tecnológica em armas e cavalos, juntamente com seus milhares de aliados índios, foram para cima dos corajosos incas, derrotando-os após sangrenta batalha.

O papel dos aliados índios dos espanhóis (muito minimizado pelas crônicas espanholas que queriam exaltar os espanhóis em demasia) foi fundamental para o exército espanhol da conquista. As alianças espanholas com os índios próximos a Lima, proporcionaram a sobrevivência de Pizarro e seus homens. Sem o apoio que tiveram, os espanhóis teriam fracassado em sua empresa.
Para conseguir o apoio dos índios aliados, os espanhóis lhes prometeram “independência” e “poder de influência” que os incas lhes negavam. Pizarro, como bom político e diplomata que era, soube aproveitar os sentimentos de independência que prevaleciam entre os senhores étnicos, para conseguir sua colaboração. Os índios ignoravam o estado de prostração no qual se veriam envolvidos mais adiante.



Para concretizar a aliança, uma princesa índia foi dada a Pizarro como sua mulher (concubina aos olhos dos católicos).
Obviamente, que depois das conquistas, os espanhóis recusaram-se a atender os índios aliados.
A grande história não contada da conquista espanhola foi a história da aliança dos espanhóis com os índios andinos que lutaram por eles.


Com a morte de Huáscar e Atahualpa, e a liquidação de toda a elite dominante, o Estado inca (Tahuantinsuyo) desmoronou como um castelo de cartas, desagregando-se inexoravelmente. 
Era o início da colonização europeia em nome do rei Carlos V de Espanha. Em 1575, o último rei inca (descendente de Atahualpa) foi morto pelos espanhóis, na famosa batalha de Vilcabamba.
O contato com os europeus, traria aos povos indígenas diversas fatalidades que eles desconheciam, como a sua própria dizimação através das graves doenças europeias (não se sabe com segurança quando começaram as primeiras epidemias), mas essa, é uma outra história...


Vito Marino


__________________
* Ataw Wallpa (Atahualpa), nascimento: 20 de março 1502; falecimento 26 de julho de 1533.
** O nome original de Huáscar era Topa Cusi Huallpa. Sua mãe era uma outra esposa do rei Huayna Capac (e irmã) chamada Mama Ragua.
*** Huáscar (1503-1532) foi morto por ordem direta de Atahualpa.
**** Dias depois de sua morte seu corpo desapareceu, supõe-se que levado para serras próximas por seus fiéis.



PRINCIPAIS CIENTISTAS E ARQUEÓLOGOS ENVOLVIDOS NAS DESCOBERTAS:
Guillermo Cock, Elena Goycochea, Tim Palmbach, Albert Harper, John Guilmartin e Maria Rostworowski.




saiba mais:
A Grande Rebelião Inca (1-6):

e:

segunda-feira, 23 de abril de 2012